quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Camarão



Camarão é tudo de bom, né mesmo?!
Outro dia, quando fiz um arroz com camarão, joguei muito caldo nele e, para não empapar, retirei um pouco e guardei no congelador. Tinha ficado um caldo espesso, muito apetitoso.

Sábado passado comprei camarão no peixeiro de minha confiança, pertinho de casa, que disse que era do mar de Saquarema (ora, ora, ora, então não conheço o camarão de lá?? pois durante muitos anos tivemos casa de praia em Itaúna!) e pensei: o molho já tá pronto!

Bastava apenas saltear os benditos!

Mas a gente nunca se conforma que seje tão simples, então reduzi o caldo, acrescentei creme de leite fresco e depois de reduzir mais um pouquinho, finalizei com azeite de dendê: tava pronto o meu almoço!

Fiz só um arroz fresquinho, no microondas mesmo, e olha que tinha arroz negro no armário, mas o que eu queria era o branquinho mesmo!

E não é que foi tudo rápido mesmo? Principalmente na hora de comer!

Tudo de bom!!!


Frutas: CURUIRI (ou Pitomba)


Esta fruta é mais conhecida como Pitomba.
Ela é uma fruta tropical, típica da Bahia, e pertence à família da jabuticaba.
A pitombeira é árvore nativa tanto da Amazônia quanto da Mata Atlântica e, portanto, é possível encontrar a fruta no Nordeste, Sudeste e Norte do Brasil, em estado silvestre. Os frutos são comestíveis ao natural e, em geral, a pitomba tem dois caroços. A polpa comestível é fina e suculenta, adocicada e levemente ácida. Madura, a pitomba fica alaranjada.Em algumas regiões, a pitomba é chamada de caruiri e também de olho-de-boi, pitomba-da-mata e pitomba-de-macaco.




CAIPIRINHA DE PITOMBA
Coloque, em um copo, 6 pitombas descascadas. Junte uma colher de sopa de a-çúcar. Amasse com o socador. Complete com cachaça e gelo. Decore o copo com uma pitomba descascada, espetada em palito.

Frutas: CAMBUCÁ

Seu nome científico é Plinia edulis, mas no livro de Câmara Cascudo está como Roubacha glomerata.

Frutífera nativa do Brasil com frutos amarelos grandes produzidos diretamente no caule e galhos, semelhante à Jabuticaba. Mesmo sendo uma planta frutífera muito interessante pela bela árvore, fruto de excelente qualidade, bom aspecto visual e sabor que lembra a jabuticaba, ainda o cambucá é pouco conhecido e divulgado no Brasil.

Os frutos são consumidos principalmente ao natural de maneira semelhante à jabuticaba ou aproveitados no preparo de sucos, vinhos, licores e doces.

Compota de cambucá
(e-jardim.blogspot.com)

- 2 litros de cambucás “de vez” (não usar frutos muito maduros porque estes se desfazem durante o cozimento)
- 2 litros de água
- 1 kg de açúcar

Descasque os frutos, cortando-os em metades e retirando os caroços. Coloque-os em um recipiente com água e algumas gotinhas de limão para que não oxidem. Enquanto isso, prepare uma calda em uma panela, com os 2 litros de água e o açúcar. Leve ao fogo até ferver, mexendo bem para que o açúcar se dissolva completamente. A seguir, adicione os frutos previamente preparados, cozinhando-os na calda até que fiquem macios. Colocar em vidros, esperar esfriar e levar à geladeira.



quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Maionese

Aqui em casa só quem faz salada de batatas com maionese pronta é a empregada!
Fim de semana, quando gosto de entrar na cozinha, só se for caseira!!!
Cozinho as batatas com casca (de preferência, tamanhos uniformes) e o ovo junto.
Depois, enquanto as batatas esfriam para descascar, faço o molho:
- para cada gema cozida, uma crua;
- aos poucos, agrega-se o óleo, sempre misturando na mão (com garfo ou fuet).
- finalizo sempre com azeite.
- corto as batatas, misturo cebola, cebolinha, salsinha, sal, pimenta moída na hora (a em pó foi abolida da cozinha há muito tempo) e azeite.
- misturo o molho de maionese.
O segredo é deixar bem úmida a salada. Quando fica pouco molho para envolver as batatas, não fica tão boa.
Aí é só partir prá mesa!
Tem a receita que você só usa gema crua, mostarda e óleo, batendo no liquidificador.
Mas eu não tenho pressa na cozinha, mesmo porque sempre tem uma geladinha prá animar o serviço!!!


sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Fruta: Cajá ou Taperebá

É também chamada de ambaló, ambaró, cajá-mirim, cajazinha, tapareba, Taperebá, taperibá, ou tapiriba.

O cajá é uma fruta originária das regiões tropicais da América, bastante popular no Brasil , especialmente na região Nordeste. A fruta, de cor avermelhada ou amarelada, possui uma polpa suculenta de sabor relativamente azedo, revestida por uma fina casca. O cajá é dotado de pequenos espinhos macios na parte do mesocarpo.

A fruta é bastante popular no sul da Bahia, é encontrada facilmente em feiras livres às margens de rodovias. A polpa da fruta é uma das mais comercializadas na região, sendo utilizada no preparo de refrescos, batidas, licores e sorvetes.

E aqui duas receitas:

1) Vá até o supermercado e compre o picolé da Garoto, sabor cajá!




2) Mousse de Cajá

10 cajás maduros
1 lata de leite condensado
2 caixinhas de creme de leite
12g de gelatina incolor
200 ml de água
Descasque os cajás e corte as frutas em pedaços. Coloque no liquidificador a água e os cajás em pedaços e bata até virar uma pasta. Penere para retirar os bagaços. Coloque o suco coado no liquidificador e bata por dois minutos com o leite condensado, o creme de leite e a gelatina dissolvida em 5 colheres de água. Coloque no recipiente desejado e leve à geladeira até ganhar consistência.

Sirva-se:




quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Gelatina de Lichia com Praliné de Amêndoas e Creme


Ingredientes:
1 lata de lichia
12g de gelatina em pó sem sabor vermelha
500ml de leite
6 gemas
250g de açúcar
100ml de creme de leite
15ml de baunilha
50g de amêndoas
15g de manteiga sem sal

Gelatina: drene as lichias e reserve as frutas. Acrescente ao líquido 2 colheres de sopa de açúcar e água para completar o volume de 500ml. Leve ao fogo e deixe ferver. Retire do fogo e coloque a gelatina hidratada. Despeje dentro de uma forma (de preferencia individual), com as frutas decorando. Leve para refrigerar até endurecer.
Creme: misture o leite, as gemas (retire as películas, por favor), o açúcar, o creme de leite e a baunilha. Leve ao fogo sempre mexendo até engrossar.
Praliné: pique as amêndoas e leve ao fogo com o açúcar até iniciar o processo de caramelização. Acrescente água e mexa para envolver os grãos com o açúcar cristalizado. Finalize com a manteiga. Derrame sobre uma superfície de mármore e não deixe endurecer muito para poder cortar em triângulos.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Fruta: BACURI


Continuando a comentar sobre as frutas que constam no livro 'História da Alimentação Brasileira', de Câmara Cascudo, hoje falo do Bacuri.
Esta fruta prá mim já é conhecida, pois já postei por aqui (maio/2009) uma receita de Mousse de Bacuri, que ficou divina.. receita da Chef Natacha Finch (rest. Espirito Santa-bairro Santa Teresa).

Com sabor e aroma agradáveis, além de muito nutritivo, o bacuri pode se tornar uma fruta de consumo generalizado no país, a exemplo do guaraná e do açaí.

Aqui uma receita do chef Laurent Suaudeau:


Délice de bacuri ao chocolate e crocante de castanha


INGREDIENTES (4 porções)

Creme inglês
3 gemas
100 g de açúcar
250 ml de leite

Creme de bacuri
80 g de polpa natural de bacuri
15 g de açúcar
1/2 fava de baunilha
2,5 g de gelatina

Mousse de chocolate
80 g de chocolate branco
80 g de creme chantilly
O creme de bacuri

Massa de telha
45 g de manteiga
65 g de açúcar de confeiteiro
22 g de glicose
22 ml de leite
10 g de farinha de trigo
15 g de castanha picada

Calda de baunilha
200 ml de água
75 g de açúcar
1/2 fava de baunilha
Cacau em pó para polvilhar

PREPARO

Creme inglês
Bata as gemas com o açúcar até crescerem e ficarem claras. Acrescente o leite quente e leve ao fogo baixo, cuidando para não ferver e batendo sempre com um batedor de arame, até encorpar.Passe pela peneira e reserve até resfriar.

Creme de bacuri
Coloque a polpa para ferver com o açúcar e a fava de baunilha. Hidrate a gelatina e derreta-a no creme de bacuri, fora do fogo. Adicione o creme inglês e misture.

Mousse de chocolate
Derreta o chocolate em banho-maria. Acrescente o creme de bacuri. Misture esse preparado ao creme chantilly.

Massa de telha
Misture os ingredientes. Disponha em uma placa de silpat (antiaderente e resistente a altas temperaturas) e asse a 180 ºC, até a telha ficar crocante.Corte no tamanho desejado.
Calda de baunilha
Junte os ingredientes da calda, exceto o cacau em pó, e cozinhe até obter ponto de calda fina.

Finalização
Recheie fôrmas individuais com a mousse. Deixe na geladeira até endurecer. Desenforme e reserve na geladeira. Coloque as mousses nos pratos, com as telhas de castanha.Sirva a calda separadamente, polvilhada com o cacau em pó.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Boeuf bourguignon


Semana passada vi no blog da minha amiga a receita deste clásico francês.
Como já o tinha feito várias vezes, pois precisei treiná-lo para apresentar na prova prática da faculdade que fiz, resolvi relembrá-lo.
A receita que uso é a do chef Emmanuel Bassoleil.

Ingredientes
kg de carne de músculo, coxão mole ou alcatra (uso sempre capa de filé, dica de outro chef francês radicado aqui no Brasil, Harold Leithias)
30 g de farinha de trigo
30 ml de óleo de milho
1 litro de caldo de carne
1 garrafa de vinho tinto (Bourgogne) (aqui usei um portugues baratinho, que me desculpem os franceses!)
100 g de cenoura em cubos
100 g de cebola em cubos
2 dentes de alho picados
1 bouquet garni (alho-poró, louro, tomilho
1 col. (sopa) de extrato de tomate
2 col. (sopa) de salsinha picada
sal e pimenta-do-reino


Guarnição bourguignonne:
250 g de cogumelos frescos em lâminas não muito finas
150 g de cebolinhas miúdas
2 col. (sopa) de açúcar
150 g de bacon em cubos
30 g de manteiga


Preparo:
Limpe a peça de carne, retirando os nervos e a gordura. Corte em cubos de 50 a 60 g cada.Tempere com sal e pimenta-do-reino preta. Coloque o óleo em uma panela de pressão grande e leve ao fogo. Quando ferver, doure a carne.Junte a cebola, a cenoura e o alho e refogue mais um pouco. Polvilhe com a farinha e deixe cozinhar em fogo baixo por mais 5 minutos. Acrescente o extrato de tomate, o vinho tinto e o bouquet garni. Cozinhe por mais 10 minutos para retirar a acidez do molho. Adicione o caldo de carne, tampe a panela e deixe cozinhar por 1 hora, em fogo baixo.
Quando a carne estiver cozida, separe os cubos de carne e o bouquet garni. Passe o molho pela peneira. Leve o molho de volta à panela e junte os cubos de carne. (Aqui não separei nada, pois já estava todo mundo com fome!)

Guarnição bourguignonne: Cozinhe as cebolinhas em água fervente por 3 minutos, fica mais fácil para descascar. Coloque-as em uma panela rasa com o açúcar e a manteiga. Cozinhe até as cebolinhas ficarem caramelizadas. Reserve. Doure o bacon na manteiga em uma frigideira. Acrescente os cogumelos frescos e refogue por alguns minutos. Junte as cebolinhas e retire do fogo. Incorpore a guarnição à carne.
Servi com uma pasta, mas você pode acompanhar com outras guarnições..

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Picolé do Cerrado


Alguém sabe me dizer onde acho esses picolés aqui no Rio de Janeiro???
Tem de buriti, jatobá, cagaita, araçá, murici, araticum...

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Frutas - Bacupari

(Rheedia brasiliensis)

Bacuparí, vem do tupi-guarani e significa “fruta de cerca” por causa dos ramos ascendentes que crescem na horizontal quando a planta está nos bosques de florestas nativas.

Sua ocorrência é na floresta amazônica, mata atlântica e restingas do Brasil.

A polpa é consumida in natura , em refrescos e sorvetes. os frutos são adocicados, adstringentes e refrescantes, próprios para consumo in-natura. Até a casca pode ser consumida.


Caipirinha de Bacupari
(mudandosempre-flavinha.blogspot.com)
Ingredientes:
Cachaça
Açucar
Gelo
Bacupari

Socar no pilão 6 frutinhas com uma colher de sopa de acúçar. Depois acrescentar um cálice de cachaça e bastante gelo. Misturar e servir.
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